Olá pessoas, tudo bem? Desculpe a demora, mas é que nós estavamos bem enrolados com tudo. Mas agora eu realmente prometo que a coisa vai fluir! E bem aí vai uma nova fic!
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Era um fim de tarde de sexta-feira, quando os alunos estavam na aula de teatro. -Então é isso, pessoal, para a próxima aula, quero que vocês se organizem em casais, para eu apresentar á vocês, Romeu e Julieta.-disse a professora Alexandra, num tom doce. Assim que a professora pronunciou “se organizem em casais”, Gabi e Miguel imediatamente entreolharam-se e sorriram. -Podem ir, a aula já terminou.-disse a professora, sorrindo.-Elisha, você fica para arrumar a sala?-perguntou a professora de teatro, olhando fixamente para a aluna. -É claro, professora.-respondeu Elisha, fechando seus livros, e levantando-se. Após todos os alunos saírem, Elisha correu até a porta da sala, e olhou o corredor, dos dois lados, não havia ninguém, somente o resto do sol, que estava sendo coberto pelas nuvens da noite. Deu saltinhos frenéticos de alegria, e começou a arrumar a sala. Elisha sabia que poderia simplesmente jogar um feitiço que colocasse objetos nos lugares originais, ou até mesmo um simples Mobilicorpus, e pronto, mas ninguém sabia realmente porque fazia questão de arrumar a sala com as próprias mãos. -“Seems like it was yesterday when I saw your face You told me how proud you were, but I walked away If only I knew what I know today Ooh ooh”. Começou a cantarolar ela, baixinho, enquanto arrastava uma mesa até a parede. Elisha ouviu passos, mas segundo ela, era impossível alguém estar naquele corredor, pois todos já estavam liberados de suas aulas, e ninguém perderia tempo visitando salas de aulas. -“I would hold you in my arms I would take the pain away Thank you for all you've done Forgive all your mistakes There's nothing I wouldn't do To hear your voice again Sometimes I wanna call you But I know you won't be there”. Continuou, Elisha, num tom de voz já normal, suficiente para quem passava pelo corredor, se espantasse com a belíssima voz angelical da garota, que nunca cantara em público, nem na presença de seus pais. Ela sentou-se em cima de uma mesa, e continuou a cantarolar com toda a emoção que sentiu no momento: -“Ooh, I'm sorry for blaming you For everything I just couldn't do And I've hurt myself by hurting you” -Bela voz…-disse uma voz masculina, atrás da garota. Elisha, tomou um susto tão grande, que caiu de cima da mesa. O garoto foi mais rápido que a gravidade, e segurou-a, antes que caísse no chão. Ela estava indefesa em seus braços. Estava deitada nos braços do garoto, e ele, segurando-a, não conseguia fugir dos olhos castanhos e penetrantes da garota. Elisha também não conseguia fugir dos lindos olhos azuis daquele loiro. -S-será que você poderia...Me soltar...-disse a morena, tentando fugir, daqueles olhos que tanto mexiam com ela. O garoto “despertou”, e pôs Elisha em pé, ainda hipnotizado pelos olhos da menina cuja elogiou. -O que você está fazendo aqui?-perguntou Elisha, virando-se de costas para o menino. -Eu...Esqueci...-disse abobalhado. -Ah, ótimo, você vem aqui, me dizer que esqueceu o que veio fazer...Sua memória é realmente muito boa, senhor Chanel!-ironizou Elisha, voltando a arrastar cadeiras e mesas. -Não, eu quis dizer que esqueci meus materiais aqui na sala.-disse ele, docemente. -Ah, ótimo, toma os seus materiais, e você já pode ir...-falou a menina, que deu alguns livros que não eram seus, e empurrou o garoto até a porta. -Ei!-disse alto, que não queria sair dali de forma alguma.-Que eu saiba a sala não é sua, é? -Ela não é minha, Diego, mas eu estou arrumando-a, e agradeceria muito se você saísse dela para eu continuar... -Você é sempre “receptiva” assim comigo, né? -É, devo ser assim com todos...Você não é especial ao ponto de eu lhe tratar de forma diferente.-disse a menina, que já começava a ficar nervosa com tantas perguntas.-Mobilicorpus! Elisha não resistiu, e começou a jogar feitiços para acabar logo como aqulo, que lhe estava estressando tanto naquele dia. O garoto agora somente observava a menina, que não estava acostumada com a companhia de um menino fazendo-lhe tantas perguntas. Ela visívelmente estava nervosa, estressada e incomodada com a presença dele, mas não falava nada, para ele não fazer mais perguntas, e deixá-la ainda mais envergonhada. Após alguns minutos, ela finalmente colocou tudo no lugar; pegou seus livros, e ia saindo, quando o misterioso loiro segurou-a pelo braço. -Por que você tem medo de mim?-perguntou ele, sabendo que ela ficava desconfortável em sua presença. -E-eu? Quem disse q...que eu tenho medo de você? -Então você não tem...Tá bom, eu acredito então. -Tá, desculpa então...-disse Li, cedendo, o que ela fazia raramente.-Eu ando um tanto... Desesperada, nem me pergunte o porquê...E você é a primeira pessoa que me ouve cantar...E agradeceria se você não disesse nada do que houve aqui a ninguém, nem mesmo à sua irmã...-e apertou a mão do loiro, que estava estendida desde a primeira vez que o fez.-Amigos? -Amigos!-confirmou Diego, que apertava empolgado a mão da mais nova amiga. -Bom, agora você já pode soltar a minha mão...-ela sorriu, sentia a mão do garoto apertar a sua. -Ah, desculpe.-sorriu Diego.-Mas você já sabe que eu moro no Rio; e você, mora aonde? -Eu moro no centro de São Paulo.-falou ela, que já estava sentada ao lado de Diego, animada. Os dois ficaram por horas conversando,até serem interrompidos pela professora Sílvia, que estava trancando as salas manualmente, para verificar se não havia nada errado. -Desculpe, professora Sílvia, nós estávamos conversando, e não nos demos conta do horário. Eu prometo que isso não se repetirá.-disse Elisha, trêmula, depois de tomar um susto ao ver a diretora na porta. -Tudo bem, desta vez eu deixo passar, só porque você é a mais aplicada e decente deste colégio, e tenho certeza de que não faria nada além das regras desta instituição. Mas não darei uma segunda chance.-disse Sílvia ríspida, mas feliz por dentro, por saber que Elisha, que era vista como a “CDF sem amigos” já começava á se enturmar com os demais alunos da classe. Os dois saíram correndo de lá, e foram até o jardim. -Eu nunca tremi tanto em toda a minha vida!-disse Elisha, que dava altas gargalhadas quando lembrava da cena. -Eu percebi! Você tava quase desmaiando de tão nervosa...-gargalhava Diego.-Ah sim, será que você poderia fazer par comigo, na aula de teatro? A Gabi agora vive grudada no Miguel. Já me avisou que vai fazer par com ele, e pediu pra eu procurar uma menina para mim... -Claro que faço!-confirmou Li, que estava muito feliz.-A Gabi tá um tédio...Miguel pra cá, Miguel pra lá... Ela tá namorando ele? Ai, não sei que graça tem namorar... -Ah, deve ser legal, sabe. Sentir que alguém tá pensando em você...Sentir que alguém além dos seus familiares te ama...Saber que tem alguém doido pra ficar pertinho de você depois das aulas, e nas festas...Curtir todos os momentos felizes com você. E ter certeza de que o sentimento que essa pessoa tem por você, é recíproco. -Nossa...Com você falando assim, até parece que você está apaixonado...-disse Elisha, que agora estava atônita com o que o menino acabara de dizer.-Espera! E se você estiver mesmo? Me conta quem é a garota! -Apaixonado, eu não tenho certeza se estou, mas quanto tiver, você será a primeira á saber!-disse Diego, sorrindo. -Ah, obrigada! Bom,agora eu vou dormir. Amanhã vou cedo á biblioteca devolver uns livros que peguei.-disse com um sorrizinho nos lábios. Elisha deu um forte abraço em Diego, e deu beijo estalado em sua bochecha. -Boa noite!-gritou Diego, pois a menina já estava rasoavelmente longe. -Idem!-gritou Li, que já estava correndo em direção á seu quarto. Os dois foram correndo para seus quartos, tomaram um belo banho, e foram dormir, absortos em seus pensamentos.